O mês de abril começa com um chamado global à conscientização: o Abril Azul. Instituído pela ONU, o período é dedicado a dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), e em 2026, o Brasil avança com o tema “Informação gera empatia, empatia gera respeito!”.
A campanha deste ano foca não apenas na infância, mas na garantia de direitos ao longo de toda a vida. Com a recente sanção da Lei 15.256/2025, o país deu um passo histórico ao incentivar o diagnóstico de autismo em adultos e idosos, permitindo que milhares de pessoas acessem suportes que antes eram desconhecidos.
Avanços na Acessibilidade e Direitos
Além das campanhas educativas, o cenário de 2026 traz melhorias práticas na infraestrutura nacional:
- Mobilidade Inclusiva: Expansão de salas multissensoriais em aeroportos e terminais rodoviários para acolhimento de pessoas com hipersensibilidade.
- Identificação Facilitada: A emissão da CipTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com TEA) agora pode ser feita de forma 100% digital em todo o território nacional.
- Apoio Social: O reforço no processamento do BPC (Benefício de Prestação Continuada) pelo INSS, garantindo que famílias de baixa renda tenham o suporte financeiro necessário para terapias e cuidados.
Por que azul?
A cor foi escolhida porque, historicamente, o diagnóstico de autismo era muito mais frequente em meninos, embora hoje se saiba que o transtorno afeta todos os gêneros. Além disso, o azul transmite sentimentos de calma e equilíbrio, o que ajuda a representar o acolhimento necessário para quem lida com hipersensibilidade sensorial.