
A Polícia Federal realizou buscas e apreensões nesta quarta-feira (14/01/2026) como parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro — já alvo de investigações — novamente teve mandados cumpridos em sua casa e em endereços ligados a ele e a familiares.
Isso acontece no contexto de uma investigação mais ampla sobre fraudes financeiras e operações suspeitas envolvendo o banco, que já vinha desde finais de 2025.
Vorcaro recorreu a tribunais nos Estados Unidos, pedindo que a liquidação do Banco Master decidida pelo Banco Central (BC) no Brasil seja reavaliada ou revertida, citando o papel do Tribunal de Contas da União (TCU) na discussão.
No Brasil, o TCU também está avaliando se deve revisar documentos da liquidação do banco, mas ainda não houve uma decisão final.
Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2025 quando tentava deixar o país, como parte da mesma operação que resultou na liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central. Ele chegou a ser solto com tornozeleira eletrônica e teve medidas cautelares impostas desde então.
Em depoimentos à PF, Vorcaro descartou fazer delação premiada e demonstrou preocupação com vazamentos de mensagens e provas, junto com outros altos executivos e autoridades também interrogados.
A investigação envolve suspeitas de emissão de títulos de crédito falsos e operações financeiras irregulares com outras instituições, incluindo o Banco de Brasília (BRB) e possíveis prejuízos bilionários ao sistema financeiro.
Além disso, há apurações sobre a forma como recursos foram movimentados ou usados em investimentos enquanto o banco passava por dificuldades — um tema que também aparece em reportagens sobre aquisições de bens por empresas ligadas a Vorcaro.
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